"O alinhamento do nepotismo. 1. Anibal Chavez é prefeito de Sabaneta, a cidade natal do presidente. 2. Argenis é secretário de Estado de Barinas e proprietário. 3. Adelis é o chefe das finanças do Estado. Ele não gosta de aparecer. 4. Hugo, presidente. 5. Narciso foi acusado de tráfico de influencias e "deportado" para cargos em embaixadas. 6. Adam, o mais importante, é ministro da educação. 7. Seu pai era governador de Barinas. 8. Sua mãe, Helena, presidente do Instituto da Criança.
A capital de Barinas é uma cidade de contrastes. Excepto por dois McDonalds e de um novo centro comercial, as ruas parecem perterncer algures no século passado, quando os vaqueiros andavam a cavalo no campo a carne se assava em varas de madeira. O número de evangélicos é superior a dos católicos nesta terra salpicada com mitos e lendas, que se proclama a "primeira zona libertada" pela revolução bolivariana. Ali a família de Hugo Chávez gere este estado fazendeiro do tamanho da Suíça como se fosse sua propriedade. Eles são conhecidos como a "família real" de Barinas. A genealogia do presidente agarra seiva de sangue azul nesta região noroeste do estado da Venezuela. A genealogia do presidente não tem ninguém lá para dizer: "Por que não te calas?".
Crónica recorreu a região acaudilhada pela família real de Hugo Chávez. Seu pai, Hugo de los Reyes Chávez, é o governador do estado de Barinas desde há 10 anos. Sua mãe, Elena Frias, é o presidente do Instituto da Criança. Seu irmão mais velho, Adan, é o ministro da educação. Outro irmão, Argenis, detém vastas extensões no feudo e é o secretário de estado de Barinas (apenas o seu homólogo no mundo é Condoleezza Rice). Adelis é o chefe de finanças estatais. Narciso, o próximo irmão, teve de ser deportado por tráfico de influências. Aníbal, o mais novo da dinastia, foi prefeito da cidade natal do presidente, Sabaneta ... O primo Asdrubal é vice-presidente da Petróleos de Venezuela. O sobrinho Cléber director estadual dos programas sociais. Nada se move em Barinas sem que a caixa registadora dos Chavez gire a sua roda sua fortuna. E de seu poder.
Paradoxalmente, este estado, dedicado à criação de gado , principalmente búfalos, e ao cultivo de tabaco, mandioca e café foi um dos epicentros da revolução agrária liderada por Chávez após sua chegada ao poder em 2 de fevereiro de 1999. Dos 2,3 milhões de hectares expropriados na Venezuela desde a promulgação da Lei de Terras de 2002, foram 400.000, em Barinas. Então, 5% da população tinha 80% das grandes extensões de produtivo país. Um desajuste social que o governo da Venezuela tentou corrigir, primeiro como um modelo experimental Barinas, a "primeira zona libertada" pela revolução bolivariana.
O Governador Hugo de los Reyes Chávez era um humilde professor rural de escola primária, que se apaixonou por Elena, sua esposa, quando tinham 19 e 16 anos respectivamente. Ele viveu em uma casa modesta que comprou com a sua reforma, aposentadoria, até Hugo Chávez o persuadiu de que ele podia ser a mais alta autoridade regional do seu estado de origem. Em 1998, a AUP sobre a popularidade do seu filho, foi eleito governador.
Seu primeiro ataque cardíaco obrigou-o a delegar funções. Ele viajou para Cuba para recuperar e voltou com um médico ilhéu que o acompanha por toda a parte. A maior parte do tempo vive refugiado em La Chavera, a residência familiar situado numa das margens do rio Pagüey, que comprou antes de se reformar. Ao longo dos anos, esta modesta fazenda de 30 hectares já passou para mais de 600, salvo, evidentemente, o governo agressivo e expropriações de seu filho.
Elena Frias, a mãe, é o presidente do Instituto da Criança. Ela é uma mulher do campo, simpática, mas forte e de temperamento agressivo. "O pai não fala. Trata-se de um homem nobre, simples, que ainda mantém seus costumes. Mas a mãe é o diabo em forma de mulher. É mal-educada, diz palavrões e insulta qualquer um ... Sente-se orgulhosa por Hugo ser igual a ela ", diz Rafael Simon Jimenez, colegas Hugo Chávez O'Leary no ensino médio, e que fazia parte do movimento bolivariano durante os primeiros anos da revolução.
Mãe ostentação
Elena é ostentação em pessoa. Sua aparência mudou bastante desde que ela foi fotografada pela primeira vez em 1992 quando foi visitar Hugo Chávez na prisão por comandar um golpe de estado contra Carlos Andrés Pérez. Levava um humilde vestido negro com flores estampadas abaixo dos joelhos, típico das mulheres que trabalham no campo.
Agora ostenta cinco anéis de ouro, diamantes e pedras preciosas, penteado de cabeleireira e vestidos exclusivos. Ela vai fazer compras em Nova Iorque e o seu acessório favorito são os óculos, grandes e de marcas: Versace, Calvin Klein, Dolce & Gabbanna ... Sempre na moda. Também fez um monte de plásticas e liftings faciais. Em 2004, o seu cirurgião plástico, Bruno Pacillo, foi para a Assembléia Nacional para denunciar que estava sendo hostilizado por grupos opositores por operar a mãe do presinte. Isso dá uma idéia do personagem.
Elena é apreciadora de plantas. E tem papagaios, que já ensinou-os a gritar: "Chávez! Chavez". Embora o seu animal favorito é Coqui, um cadela de raça elitista poodle que às vezes leva para passear, imitando Paris Hilton. "Esta família é um matriarcado. Ela é quem usas as
calças", resumem os vizinhos, amigos infância e companheiros políticos de Chavez.
Elena Frias teve seu primeiro filho (Adan) aos 18. E um ano e três meses depois Hugo. Eram tempos difíceis. Ela trabalhou como economista, foi responsável pela compra de alimentos para escolas estaduais.
Durante 2002 a abril de golpe contra Hugo Chávez viveu um dos momentos mais dramáticos de sua vida: "Eu estava chorando, pedindo Deus para me dar um ataque cardíaco."
Na cidade de Barinas,a modesta família de Hugo Chávez, então vivia em uma casa subsidiada, bairro Rodriguez Dominguez, Carabobo Avenue, construídas para famílias pobres pelo ex-presidente Raúl Leoni (1964-1969). Essa geração de políticos da Quarta República que tanto critica o líder bolivariano. No entanto, era muito mais digno do que o seu berço na aldeia de Sabaneta - 40 quilômetros da capital estadual, onde viveu Chavez, em uma precária cabana com tecto de palha, convertida em um museu do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) no momento.
"Eles eram uma família muito humilde, muito humilde", ahronicle Antonio Bastidas a Crónica, vizinho de Chavez no bairro Rodriguez Dominguez, enquanto apontava ao parque onde eles jogaram baseball e outros jogos.
Adán e Hugo foram enviados para a Barinas quando eram crianças para serem criados por Rosa, sua avó paterna. Anos mais tarde, os pais mudaram-se para a capital para que seus quatro filhos mais novos pudessem estudar o liceu.
"A natureza dos pais é um espelho de seus filhos mais velhos. Adán é tímido e retraído. Hugo foi bem pelo contrário, uma pessoa muito aberta, conversador , que é conhecida em Barinas como uma fabricante de amigos. Sempre estava tocando "el cuatro"-instrumento popular Llano. São duas personalidades completamente diferentes ", disse Jimenez, que era vice-presidente da Assembleia Nacional em 2002 e agora lutam na oposição "Un Nuevo Tiempo".
Adán está para Hugo Chavez, como Fidel Castro está para Raul. Ele será o sucessor quando o dedo do líder bolivariano designar "um novo pintor de um quadro inacabado", que é a revolução socialista. Foi o mentor ideológico de seu irmão. "Hugo não gostava da política. Com 12 anos tinha duas paixões: jogar baseball e ser militar. Adán estava interessado em política e sempre andava com livros de Marx, Lênin e Che Guevara."
Actualmente, Adán é ministro da educação. Ele foi embaixador na Venezuela em Havana, onde conheceu Fidel. Ele era também presidente do Instituto de Terras, e o ministro da Presidência, até ao final de 2006. É uma das pessoas mais próximo do presidente e um dos seus principais confidentes.
O "Condoleezza"
O terceiro da saga é Argenis; o homem-forte da governação em Barinas. Define-se como um "pequeno produtor agrícola há 18 anos", apesar dos militantes do seu próprio partido o denunciem como o latifundiário. Quando o professor Hugo de los Reyes sofreu seu primeiro ataque cardíaco por causa dos nervos, foi delegando funções em Argenis. Para ele foi inventado um cargo que não existe em nenhum outro estado do país: Secretário de Estado do Interior. Moradores de Barinas fazem piada: "No mundo existem apenas dois secretários de Estado Condoleezza Rice e Argenis Chavez".
Adelis Chavez é o único dos seis irmãos que nunca se envolveu directamente na política. Ele escolheu ser um banqueiro. Graduou-se em Administração de Empresas e é actualmente vice-presidente da entidade Sofitasa. Dirige a parte financeira de Barinas.
Adelis não gosta de aparecer. Quando foi posto no governo como vice-presidente executivo da Copa América 2007, de acordo com alguns relatos, era "um dos mais onerosos gastos" na história da Venezuela. Em Barinas só se jogou um jogo: E.U.A. v Paraguai. E, ainda por cima, de dia, porque a iluminação não tinha sido concluída. A remodelação do estádio custou 140 milhões de dólares, com um aumento extraordinário de 35 milhões de euros. Essa foi a estréia de Adelis. Hugo de los Reyes, presidente honorário do Grupo de Trabalho da Comissão Local Copa América, e do secretário de estado de Barinas, Argenis, também aparecem envolvidos nestas alegadas irregularidades. A denúncia, evidentemente, nunca deu frutos.
Narciso Chavez, apelidado Nacho, é a ovelha negra da família. Em 1999, a imprensa regional fez as primeiras acusações contra ele por alegado tráfico de influência. Professor de Inglês (viveu no Ohio cinco anos) em seguida reconheceu a atribuição de contratos a particulares: "Para evitar que a estirpe ADEC-Ação Democrática, partido de oposição, estamos a postular candidatos."
Para garantir que os escândalos não prejudicassem a popularidade de Hugo Chávez fez aquilo a que habitualmente faz com os incómodos: atribuir uma embaixada, neste caso no Canadá. Nacho foi posteriormente transferido para Cuba, onde foi adido comercial. Actualmente, está a cargo das relações financeiras entre Caracas e Havana, no valor de 4.000 milhões de dólares. E aspira a obter qualquer município eleições regionais no próximo novembro.
Aníbal é o último dos irmãos. Licenciado em História, é o prefeito de Sabaneta de Barinas. Pelo amor a sua cidade natal, Sabaneta, Hugo Chávez oediu-lhe que o convertesse em parque temático do socialismo do século XXI. Todos os seus projectos têm sido um fracasso. O mais famoso é o Centro Açúcar Ezequiel Zamora. Seis anos após a primeira atribuição de recursos, estimada em cinco milhões de euros, foi concluída apenas 35% está concluído. "Estamos incentivando muitos agricultores a plantar perto da fábrica, bem como as obras nunca foram concluídas, todos perderam as suas culturas e de dinheiro", resume o Gehard Cartaya, governador de Barinas entre 1993 e 1996 pelo Partido Democrata-Cristão.
O caso do Centro Genético Socialista Florentino, planificado perto de Sabaneta, planeadas para reforçar a agricultura, é muito mais dramática. As obras começaram em 2005 quando o governo expropriou e militarizou parte de La Marqueseña, uma das maiores criação de gado no país. Processava diariamente entre 900 e 1.500 litros de leite cru, agora so produz entre 500 e 850, e o rebanho diminuiu de 7.370 para 2.100 cabeças de gado.
O escândalo na aldeia de Chavez e a corrupção atinge limites revolucionários. Um grupo de pessoas irritadas invadiu o supermercado estatal para protestar contra a escassez de alimentos. Precisamente, o leite e a carne já não se produz La Marqueseña. "Não foi a única revolta. Até agora, este ano, tem havido mais quatro. Em São Silvestre 30 foram feridos há três semanas", relata Cartay.
A inflação devora os vencimentos dos pobres. Em 2007 chegou a 22,5% e a expectativa é chegar a 30% este ano. Luis Vicente León, diretor das empresas inquiridas Datanálisis, estimou que cerca 150.000 venezuelanos não têm renda para cobrir a cesta básica.
Ao longo dos anos, o nepotismo na família de Chavez chegou a novas gerações de primos e sobrinhos. Asdrubal Chavez, primo Hugo, é o vice-presidente de PETROLEOS de Venezuela, a gigante estatal que trata dos rendimentos do quinto maior exportador de crude do mundo. Cléber Seu sobrinho, filho de Narciso netos e um dos favoritos da Sra. Helena, é responsável pelos programas sociais de Barinas. Um filho de Adán, Enzo,permaneceu em Cuba para dirigir a refinaria de Cienfuegos, que foram investidos 5.000 milhões de dólares para processar parte dos 100.000 barris por dia de petróleo que envia Caracas para Havana.
"Velho, RETIRA-TE!"
A corrupção causa desconforto dentro do próprio chavismo. Em 2004, meses antes das últimas eleições regionais, apareceu pintado contra a gestão " del comandante Chávez". "Velho, já basta, retira-te" Assinado: Movimento V República", a formação com que o caudilho venezuelano ganhou a presidência em 1998. Estes inconformados se deslocaram a Caracas para solicitar uma consulta interna para decidir o candidato a governador de Barinas. O assunto foi rapidamente apagado pelo Chefe de Estado. Seu pai era o candidato e ponto.
Alguns chavistas chefiados pelo antigo Ministro Interior, Pedro CArreno;, o prefeito de Barinas, Julio Cesar Reyes; e o deputado do Partido Socialista Unido da Venezuela, Willmar Azuaje, eles querem tirar Chavez do poder regional.
Azuaje, que durante 10 anos foi a mão direita de Adán, que tinha entrado antes de a comissão controlar a Assembleia Nacional por acusações a aquisição destas áreas: segundo ele, Chavez adquiriu um total de 40.000 hectares.
A melhor coisa sobre ser vizinho de Chávez, explicam os habitantes da zona, é a que as estradas que passam pelas propriedades são asfaltadas em tempo recorde. O mesmo se aplica ao serviço eléctrico ou canalização de esgoto.
"Os meus irmãos que estão a ser acusados de que compraram não sei quantas fazendas, que sejam eles a defenser-se... que dêem a cara", disse Hugo Chávez em seu programa Aló Presidente. Farto de todas estas acusações,está determinada a retirar Argenis do Governo.
No final do ano passado, Hugo Chávez explodiu no meio de uma festa de família que estava a decorrer em La Chavera, propriedade do pai. Segundo algumas testemunha, o presidente furioso, atacou Hummer SUV, do irmão de Argenis, e destruiu-o com um bastão de baseball. "Ser rico é mau!" Diz o líder bolivariano, na sua longa discursos políticos, ao mesmo tempo criticar o capitalismo feroz-americano, e elogia o socialismo cubano. Contrariando realidade familiar?"
Fonte: El Mundo
Qualquer um que queira perceber as semelhanças entre os benefícios que a famiglia Lulla passou a possuir com o apedeuta no poder, basta lembrar do caso Telemar/Gamecorp e o dinheiro que o ébriozinho recebeu em claro e óbvio tráfico de influências, que lhe garante hoje a possibilidade de comprar uma fazenda em Fortaleza de mais de 45 milhões de reais, ou ainda, as despesas luxuosas do presidente, o cartão corporativo muito "bem" usado pela família buscapé brasileira, onde até o segurança de Lurian, filha do presidente, gasta míseros 55 mil reais no seu cartão.
Aliás, até pelas fotos da para ver quem paga o luxo da revolução continental latino-americana. É a famosa "roubolução", o socialismo de boutique criando "socialiste", um híbrido de socialista e socialite ou a versão venezuela: burgo-bolivariano.

Thursday, May 22, 2008
Como enriquecer com o socialismo.
Saturday, May 17, 2008
Em defesa do idioma genuíno perante o crioulo.
Estou re-publicando este tópico graças a aprovação criminosa do Parlamento Português sobre o Acordo Ortográfico que entrará em vigor em 2009.
Se não há mais nada irritante no Brasil é o "idioma" -- se é que podemos chamá-lo assim.
O brasileiro, ao longo do tempo, vem destruindo a própria língua de forma subtil, sem saber, deformando-a e renegando um acordo ortográfico com demais países lusófonos, desde que a ortografia passe a ser a do "português genuíno", exigindo à Portugal assumir um idioma "crioulo".
O interessante é que a questão pode ser analisade de diversas questões: enfatizando a unidade e reforço da língua no mundo que, diferente do inglês e do espanhol, não é a "mesma"; aspectos culturais e económicos que beneficiariam o intercâmbio de estudos, pesquisas, livros, didácticos ou não, sem a necessidade de recorrer às despesas em "tradução" -- no caso do Brasil, claro! -- e na força que ela pode representar atrás do inglês e do espanhol.
Eu fico admirado quando o brasileiro conta piada de português, pois o mais interessante é que foi uma emissora brasileira, Band, que importou uma novela adolescente chamada "Morangos com Açúcar" e fez a maravilha de dobrá-la("dublar" -- que raios de palavra é esta que para mim nada significa).
Existe maior estupidez do que esta?
A Academia de Letras do Brasil, que tem(teve) como membros: José Sarney, Ivo Pitanguy, Zélia Gattai,Ariano Suassuna, Paulo Coelho -- oh! -- e etc., para mim, representa um grupinho de pretensiosos que nada fazem pelo português, como dito antes, o verdadeiro, o genuíno, mas só para ostentar uma posição. Não me refiro ao português "brasileiro", que na verdade é um "portunholês" (português + inglês + espanhol + francês + grunhidos).
Vejam bem, antes que falem que toda a língua sofre influência de outra, a questão não está em assumir palavras ou expressões estrangeiras, mas está em assumi-las quando há equivalentes na própria língua portuguesa.
Posso dar vários exemplos, mas prefiro começar pelo mais gritante, ao meu ver.
A palavra "mídia"(sic). Que palavra crioula é esta?
Simples, é o "aportuguesamento" da pronúncia da palavra latina media, que vem do latim e significa "meios de comunicação: está no plural, vem da palavra medium e, sendo assim, ao designarmos "os meios de comunicação" dizemos: os media.
Ora, qual a influência da Academia de Letras do Brasil para mudar essa estupidez? O mais interessante é que os ingleses usam a palavra em latim, mas o inglês só tem influência do idioma, não provem dele como o português!
No próprio alemão usa-se a palavra media, assim como no dinamarquês, finlandês, russo e etc.
Até um sítio(site -- what's the big deal?) que eu costumo ler, "Mídia" Sem Máscara, comete o mesmo erro.
O mais interessante é que o Olavo de Carvalho não faz uso da palavra "islã", na grafia do idioma crioulo, mas faz uso de islam, seja na forma inglesa, talvez mais aceitável que a primeira, mas errada em comparação com "islão".
Oras, Afeganistão em português, Afghanistan em inglês.
Irã? Não, errado! Irão. Iran em inglês, Irão em português.
Não é anti-americanismo como alguns possam pensar, pelo contrário, é a defesa do verdadeiro português. Defesa que passa em unificar a ortografia e renegar a destruição constante que o brasileiro faz. "Mídia" é como dar o nome ao filho de "Maicon", aportuguesado de Michael e que tem um nome equivalente em português: Miguel.
Da mesma forma, posso citar outras equivalências que o brasileiro renega. O cidadão nacional vê o "cidadão português" como primeiro causador dos males nacionais e, portanto, o idioma é, de alguma forma, um forma de submissão.
Segundo, a influência de outros países, inclusivamente no que toca ao desenvolvimento económico, faz com que os nomes em portugueses soem "feio" -- modo de ver deles --, já que Portugal passa por problemas económicos e não ocupa um lugar de destaque no panorama mundial como uma grande potência.
O brasileiro prefere chamar o filho de "Joni", aportuguesado da pronúncia de Johnny, em inglês, diminutivo de John, que significa Joãozinho e, portanto, John é João; João é feio, Joãozinho pior, mas "Joni", que lindcho!
Não fica por aí, do francês herda-se o Jean Charles, João Carlos. Mas, quem quer chamar o filho de João Carlos? É feio, melhor chamá-lo João Carlos em francês que é melhor. C'est trés bien!
Ou ainda, como um jogador brasileiro, Juan, João em espanhol.
O mais interessante é que entre os "aportuguesamentos", assassínios idiomáticos e a iniciativa de assumir uma pronúncia diferenciada de uma letra que há no analfabeto português, é a total anarquia linguística.
Desde quando o "j" lê-se como "r"?
Aliás, como se pronuncia Wilson e Wagner?
Primeiro, "w" nem se quer deveria fazer parte do alfabeto já que se lhe usa como facultativo e não há palavras portuguesas com a letra.
No entanto, falamos "Uílson" e falamos "Vagner". Portanto, o idioma crioulo criou uma conveniência sobre uma pronúncia duma letra que nem sequer faz parte do português.
Temos aportuguesamentos interessantes como "Daiane", da pronúncia inglesa de Diana, nome que é usado em Portugal e lê-se como é escrito: Di-a-na.
Se não bastasse a destruição do idioma, segue-se junto à destruição dos nomes com a rejeição da nossa herança cultural para se assumir a pura ignorância em nomes pessoais.
Sobre o Acordo Ortográfico, é interessante ver a deforma do idioma crioulo em comparação com os outros idiomas que se mantiveram. O inglês, o alemão, o português genuíno, o espanhol, o dinamarquês e etc., todos eles que têm palavras de origem latina, como, por exemplo, "directo", mantiveram o "c", ou no caso, do alemão e do dinamarquês, o "k".
Mas, apareceu o sabichão de pés descalços brasileiro, aquele mesmo, o Zé Mané,para dizer que o "c" não se lia.
sendo assim, para fazer um "Acordo Ortográfico", quem tem que ceder é o Brasil, não Portugal, já que foi o último criador da língua e verdadeiro defensor, enquanto, o brasileiro soberbo acha-se no direito de exigir algo errado por ser "maioria".
Fora as equivalências de nomes, há equivalências de palavras. "Dublar" não existe no português, é dobrar, este é o verdadeiro significado, "dublê" é duplo, mas para quê falar em português, não é?
Decolar, aterrizar, desodorante e etc., são palavras em espanhol, eu falo português: descolar, aterrar, desodorizante.
São vários os exemplos.
Considerando os nomes: Adão em inglês é Adam. Aaron é Aarão, Abraham é Abraão, Michael é Miguel, Joseph é José, Phillip é Filipe -- com "i" mesmo, com "e" é em espanhol -- Mark é Marcos, Charles é Carlos (Karl em alemão), Paul é Paulo. Em francês, Louis(Lewis em inglês) é Luís, Charles é Carlos, Jean é João e etc.
Portanto, a não ser que seja um filho de estrangeiro, qual é o sentido de colocar o nome do filho de Youssef, José em árabe.
Direct em inglês, directo em espanhol, direkt em alemão, directo no português genuíno... direto no idioma crioulo? Não, obrigado.
Action, acción, aktion, acção... ação? Não, obrigado.
Acção, direcção, actor, Egipto...este é o verdadeiro português. Trem é em espanhol, em português é comboio.
Ah, sim, não sou formado em língua portuguesa e não estou usando corretor ortográfico.
Enfim, pelo que eu vejo, o inglês é o mesmo dito e escrito no resto do mundo, fora os sotaques, assim como o espanhol, mas o Brasil com a sua pretensão mostra-se um país que não consegue perceber o quão benéfico é ter a mesma ortografia que os outros países lusófonos. Como já foi dito, é o Brasil que tem que ceder.
"(...)A necessidade de cultivar primeiro o idioma, a religião e a alta cultura para só depois esperar razoavelmente um futuro de progresso e prosperidade."
Olavo de Carvalho (http://www.olavodecarvalho.org/semana/040124globo.htm)
Thursday, April 10, 2008
Há muitos falsos na Palestina.
No ano 2000, Muhammad Al-Dura, um garoto de 12 anos, tornou-se ícone da Segunda Intifada graças as filmagens de Talal Abu Rahma, um jornalista palestiniano, a serviço da Estação France 2.
O mundo consternou-se pela morte brutal do pequeno garoto. Minha mãe chorou ao ver a cena. A raiva que aquele acto israelita me suscitou fez com que por anos eu visse o povo de Israel como um povo sem o menor respeito pela vida. Conforme o passar dos anos, cada vez mais aquela região estava em foco dos grandes media, é mais do que óbvio que as brutalidades judaicas sobre o povo da Palestina continuavam chegando. Já não basta o que eles sofreram na Shoah, como podem fazer o inverso com outros?
Enfim, pena que a verdade continua verdade apesar do tempo. E que há pessoas comprometidas com elas. A subversão ideológica, muito sabiamente usada pelos serviços de desinformações marxistas, herança dos laços estreitos dos terroristas islâmicos com a URSS, foi muito bem usada neste acontecimento. O KGB trabalhou arduamente para, em primeiro lugar, subverter a sociedade ocidental e desinformar, ao mesmo tempo, através dos media, para ter opiniões favoráveis ao regime brutal que exerciam. Os media são um factor essencial para atrair a opinião pública. Não é muito diferente na Palestina.
A farsa da morte do garoto palestiniano, em clara manipulação mediática do canal France 2, pode ser vista no vídeo abaixo:
Há muitos outros vídeos sobre as encenações montadas na Palestina.
Wednesday, April 9, 2008
A Igreja é heterofóbica e contra o casamento gay.
Vós lestes correctamente, a Igreja é heterofóbica, provar-vos-ei.
O movimento gay afirma que a recusa da Igreja em aceitar o casamento homossexual é a causa da “homofobia”. Sendo assim, os conservadores, a maioria da população brasileira, que é católica, são também homofóbicos.
Ora, a Igreja não crítica o relacionamento homossexual pela relação "simplesmente" homossexual. Dentro da conduta católica, a Igreja condena todo o comportamento sexual inadequado. Isto inclui, o sexo anal e oral "dos heterossexuais". Portanto, é errado que os heterossexuais façam sexo oral e anal. Usando a lógica, é óbvio que a relação sexual homossexual é errada. A questão aqui, é que se condena as condutas erradas heterossexuais, que é a única via sexual para os homossexuais. Portanto, a Igreja é heterofóbica por condenar antes a relação heterossexual do que a homossexual.
Esta falácia muito bem articulada pelos homossexuais está dentro da cartilha cor-de-rosa para tentar legalizar o casamento gay.
A defesa do casamento homossexual passa em três argumentações:
- Os homossexuais têm o direito de casar porque se amam;
Argumento falso. O Estado não tem capacidade nem poder para definir quem ama ou quem não ama alguém. Usar o argumento que são seres humanos e se amam não é o suficiente para justificar o casamento. Repito: O Estado não tem capacidade para definir quem ama ou quem não ama; quem ama mais ou quem ama menos.
- Os homossexuais têm o direito de casar porque são maiores de idade;
Quando objectados com a comparação sobre a pedofilia, os homossexuais usam o argumento que não se pode colocar dois adultos que decidem, por livre e espontânea vontade, ter uma relação homossexual, enquanto um pedófilo viola e aproveita-se da ingenuidade de uma criança. Concordo plenamente. No entanto, a maioridade também não definirá o direito. O movimento gay usa como slogan frases como: “Diversidade Sexual”. A bandeira do movimento é um arco-íris para representar as várias condutas sexuais. Entretanto, a não ser que escamoteiam a sua posição favorável à poligamia, nunca ouvimos nada sobre o assunto. Partindo do princípio que a maioridade dá o direito de ter um relacionamento com um indivíduo do mesmo sexo, qualquer um teria o direito de casar com quantas mulheres quisesse. Esta premissa é erradíssima, mostrarei a frente. Será que eles(gays) seriam contra o casamento poligâmico? A não ser que eles comecem, desde já, a introduzir nos debates públicos a posição favorável à poligamia, a própria justificativa anti-discriminatória deixa de existir. Eles que afirmam pelo direito da “diversidade sexual” não podem condenar a poligamia. Sendo assim, o homem, como heterossexual, teria o direito de casar com quantas mulheres quisesse, e exerceria o papel de alfa, o parceiro dominante, no relacionamento. Por conseguinte, como somos iguais, as mulheres também teriam o direito de se casarem com quantos homens quisessem, e desempenhariam o papel de dominante na relação. E tudo se passa no direito inalienável do adulto escolher com quantos parceiros iria se relacionar e que o Estado deveria reconhecer? Não se pode argumentar contra a poligamia se não se argumenta contra o casamento gay. É hipocrisia das mais gritantes. Nas sociedades muçulmanas, há-se o direito, ao menos do homem, do casamento poligâmico. É um realidade ainda existente, e que já existiu na sociedade ocidental. Caso o movimento gay queira usar o argumento que a posição da Igreja é arcaica, obscurantista e etc., seria a mesma coisa ao defender a poligamia. Oras, a continua justificativa para defendê-lo recai na igualdade, esta mesma igualdade seria usada para defender outra forma de casamento poligâmico: o homossexual. Um homossexual seria o alfa e poderia ter dois, três, quatro, cinco…dez parceiros homossexuais submissos. Mais uma vez, seria necessário dar direito a “outras formas de amor”, o direito ao casamento” poliamoriaco”. A poliamoria(polyamory) é uma relação amorosa entre vários indivíduos sem a necessidade de estabelecimento, como na poligamia, de um parceiro alfa, o dominante, perante os submissos. Qualquer pessoa num relacionamento poliamoriaco tem o direito de trazer para casa outro parceiro, não há submissos. Uma mulher pode trazer dois homens, o homem pode trazer três mulheres, e os seus respectivos parceiros podem trazer outros parceiros numa espiral sem fim de promiscuidade. Concluímos que, sendo assim, também haverá o direito do casamento poliamoriaco homossexual. A jornada pela busca da razão do casamento acaba aqui. Não existe sentido no casamento se for um mero agrupamento de pessoas, senão para a perpetuação da família, primeira célula da sociedade, da nação.
Conforme eles mesmo falam, “há diferenças formas de amor” – não que eu acredite –, e, sendo assim, se não é a heterossexualidade que define o direito, o que seria?
O que define o direito ao casamento é a monogamia heterossexual, pois é só assim que se dá continuidade a formação de uma família. Não é só a monogamia, nem a orientação sexual.
Ou será que existe alguma diferença em aceitação entre a monogamia homossexual ou a poligamia heterossexual? Qual das duas é uma perversão? Ambas.
Já mostrei que o argumento para defender o casamento homossexual é falso. O direito não passa no amor, nem na maioridade, nem , ainda, na capacidade reprodutora. Um homossexual pode argumentar que entre um casamento heterossexual, um dos parceiros pode ser estéril, e, portanto, o argumento da “continuidade”, da gravidez que só há entre dois parceiros de diferentes sexos, é inválido. Entretanto, uma mulher estéril não escolhe ser assim. Da mesma forma, um homossexual, mesmo sendo proibido de casar, pode ser pai ao relacionar-se com uma parceira heterossexual, mesmo a contra gosto.
Nem por isso, ao procriar ele poderá se casar, a não ser com a parceira.
O direito só existe com base na família; que só existe entre um homem, uma mulher e sua descendência. Qualquer outra forma de agrupamento é mera perversão – se é que se pode dizer assim.
- Os homossexuais têm o direito de casar porque devem ter os mesmos direitos fiscais que os heterossexuais;
Fiquei sem saber se colocava este tópico como segundo. Provando uma vez, através da argumentação, que o homossexual não tem direito ao casamento, seria desnecessário falar sobre os benefícios fiscais. No que toca a herança, eu mesmo posso deixar para a minha empregada, que não tem o menor vínculo familiar, uma parte dela. Portanto, neste aspecto, a não ser que o homossexual reclame da licença maternidade, que não faz o menor sentido, entre outros benefícios fiscais relativos ao Imposto de Renda, reitero que não há necessidade em falar sobre eles.
Wednesday, March 26, 2008
Provando por A + B que nazismo é de esquerda.
Nos debates na Internet, sempre haverá discussão se o nazismo é ou não de "extrema-direita". Por isso, resolvi criar um tópico sobre o assunto. Para chegarmos a uma conclusão, devemos investigar as políticas nazis, definir como elas são e comparará-las para chegarmos ao "x" da questão. Alguns pontos emn consideração:
O Partido
Nazi é um contracção de Nationalsozialismus. Ou seja, nacional-socialismo em alemão. O nome do Partido era Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, NSDAP.
Para os marxistas que querem jogar para direita mais um crime próprio, a utilização do socialismo implica apenas num "oportunismo barato" movido pela "boa recepção" do socialismo na sociedade européia graças à Revolução Bolchevique na Rússia.
Então, analisaremos alguns pontos do programa nazi.
O Programa do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (NSDAP) pode ser resumido em 25 pontos-chaves.
1. "Nós pedimos a constituição de uma Grande Alemanha, que reúna todos os alemães, baseados no direito dos povos a disporem de si mesmos.
Basta ler "Sobre o Direito das Nações à Autodeterminação" de Lenine:
"Nem um só social-democrata, a menos que se decida a declarar que lhe são indiferentes as questões da liberdade política e da democracia (e, em tal caso, naturalmente, deixaria de ser social-democrata), poderá negar que este exemplo demonstra de facto a obrigatoriedade para os operários conscientes da sistemática propaganda e preparação para que os possíveis conflitos por causa da separação das nações se resolvam apenas assim, como foram resolvidos em 1905 entre a Noruega e a Suécia, e não «à russa». É isso precisamente que exprime a reivindicação programática de reconhecimento do direito das nações à autodeterminação...
(...)
Continuemos. Na questão da autodeterminação das nações, como em qualquer outra questão, interessa-nos em primeiro lugar e acima de tudo a autodeterminação do proletariado dentro das nações. Rosa Luxemburg modestamente eludia também esta questão, sentindo como é desagradável para a sua «teoria» a análise da mesma no exemplo da Noruega por ela citado. (...)
E o proletariado sueco? É sabido que os latifundiários suecos, apoiados pelo clero sueco, pregavam a guerra contra a Noruega, e como a Noruega é muito mais fraca do que a Suécia, como ela já experimentara uma invasão sueca, como a aristocracia sueca tem um peso muito forte no seu país, esta predicação era uma ameaça muito séria. Pode-se garantir que os Kokóchkine suecos corrompiam longa e empenhadamente as massas suecas com apelos a um «tratamento cuidadoso» das «fórmulas elásticas da autodeterminação política das nações», pintando os perigos da «desagregação do Estado» e assegurando que a «liberdade popular» é compatível com os pilares da aristocracia sueca. Não resta a menor dúvida de que a social-democrada sueca teria traído a causa do socialismo e a causa da democracia se não tivesse lutado com todas as forças contra a ideologia e a política tanto latifundiária como «kokochkinista», se não tivesse defendido, além da igualdade de direitos das nações em geral (reconhecida também pelos Kokóchkine), o direito das nações à autodeterminação, a liberdade de separação da Noruega.
(...)
Na resolução da Internacional foram reproduzidas as teses mais essenciais, fundamentaistdeste ponto de vista: por um lado, o reconhecimento absolutamente aberto, e que não deixa lugar a nenhuma distorção, do pleno direito de todas as nações à autodeterminação; por outro lado, uma exortação igualmente inequívoca aos operários para a unidade internacional da sua luta de classe."
http://www.marxists.org/portugues/lenin/1914/05/autodeterminacao/cap03.htm#i6
Podemos ver que a ideia de unidade nacional não passava de um interesse latifundiário-aristocrata. Hitler, como já visto, acreditava na "luta de classes", não antes da "luta de raças". E que esta autodeterminação não teria só carácter nacional, como racial e social.
10. O primeiro dever do cidadão é trabalhar, física ou intelectualmente. A actividade do indivíduo não deve prejudicar os interesses do colectivo, mas integrar-se dentro desta e para bem de todos. É por isso que pedimos:
Um ponto que mostra que as ideias nazis eram colectivistas. Que o indivíduo era preterido ao colectivo.
"No futuro não desejamos ver classes e vocês[juventude hitleriana] precisam impedir que isso apareça entre vocês. É apenas uma seguimento de massas..."(Hitler, Triunfo da Vontade, Leni Riefenstahl, minuto 01:56 http://www.youtube.com/watch?v=sxzBtV_MNpQ)
11. A supressão do rendimento dos ociosos e dos que levam uma vida fácil, a supressão da escravidão do juro.
12. Considerando os enormes sacrifícios de vidas e de dinheiro que qualquer guerra exige do povo, o enriquecimento pessoal com a guerra deve ser estigmatizado como um crime contra o povo. Pedimos por isso o confisco de todos os lucros de guerra, sem excepção.
13. Pedimos a nacionalização de todas as empresas que actualmente pertencem a trusts.
14. Pedimos uma participação nos lucros das grandes empresas.
15. Pedimos um aumento substancial das pensões de reforma.
16. Pedimos a criação e protecção de uma classe média sã, a entrega imediata das grandes lojas à administração comunal e o seu aluguer aos pequenos comerciantes a baixo preço. Deve ser dado prioridade aos pequenos comerciantes e industriais nos fornecimentos ao Estado, aos Länder ou aos municípios.
17. Pedimos uma reforma agrária adaptada às nossas necessidades nacionais, a promulgação de uma lei que permite a expropriação, sem indemnização, de terrenos para fins de utilidade pública – a supressão de impostos sobre os terrenos e a extinção da especulação fundiária.
18. Pedimos uma luta sem tréguas contra todos os que, pelas suas actividades, prejudicam o interesse nacional(colectivo). Criminosos de direito comum, traficantes, agiotas, etc., devem ser punidos com a pena de morte, sem consideração de credo religioso ou raça.
20. A extensão da nossa infra-estrutura escolar deve permitir a todos os alemães bem dotados e trabalhadores o acesso a uma educação superior, e através dela os lugares de direção. Os programas de todos os estabelecimentos de ensino devem ser adaptados às necessidades da vida prática. O espírito nacional deve ser incutido na escola a partir da idade da razão. Pedimos que o Estado suporte os encargos da instituição superior dos filhos excepcionalmente dotados de pais pobres, qualquer que seja a sua profissão ou classe social 21. O Estado deve preocupar-se por melhorar a saúde pública mediante a proteção da mãe e dos filhos, a introdução de meios idôneos para desenvolver as aptidões físicas pela obrigação legal de praticar desporto e ginástica, e mediante um apoio poderoso a todas as associações que tenham por objectivo a educação física da juventude.
23. Pedimos a luta pela lei contra a mentira política consciente e a sua propagação por meio da imprensa. Para que se torne possível a criação de uma imprensa alemã, pedimos que. 25. Para levar tudo isso a bom termo, pedimos a criação de um poder central forte, a autoridade absoluta do gabinete político sobre a totalidade do Reich e as suas organizações, a criação de câmaras profissionais e de organismos municipais encarregados da realização dos diferentes Länder, de leis e bases promulgadas pelo Reich."
http://www.hitler.org/writings/programme/
"No seu État omnipotent(The Omnipotent Government, the Rise of the Total State and the Total War) Ludwig Von Mises (...) diverte-se a cotejar as dez medidas urgentes preconizadas por Marx no Manifesto Comunista (1847) com o programa económico de Hitler: "Oito destes dez pontos (...) foram postos em execução pelos nazis com um radicalismo que teria encantado Marx." (Jean-François Revel, A Grande Parada)
Dez pontos do Manifesto Comunista(Proletários e Comunistas):
1.Expropriação da propriedade fundiária e emprego das rendas fundiárias para despesas do Estado.
2. Pesado imposto progressivo.
3. Abolição do direito de herança.
4. Confiscação da propriedade de todos os emigrantese rebeldes.
5. Centralização do crédito nas mãos do Estado, através de um banco nacional com capital de Estado e monopólio exclusivo.
6. Centralização do sistema de transportes nas mãos do Estado.
7. Multiplicação das fábricas nacionais, dos instrumentos de produção, arroteamento e melhoramento dos terrenos de acordo com um plano comunitário.
8. Obrigatoriedade do trabalho para todos, instituição de exércitos industriais, em especial para a agricultura.
9. Unificação da exploração da agricultura e da indústria, actuação com vista à eliminação gradual da diferença entre cidade e campo.
10. Educação pública e gratuita de todas as crianças. Eliminação do trabalho das crianças nas fábricas na sua forma hodierna. Unificação da educação com a produção material, etc.
http://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/cap2.htm
Concepção Ideológica.
A concepção ideológica nacional-socialista é racista. Hitler acreditava que não havia somente uma luta de classes, mas uma luta racial e, consequentemente, uma luta nacional.
Portanto, surge daí o nacional-socialismo, onde a exploração não era somente de classe para classe, mas de uma classe estrangeira inferior racialmente sobre uma classe nacional superior racialmente.
E, sendo assim, a exploração nacional era fruto da exploração de uma raça para outra raça, já que a constituição do Estado Germânico estava no ideal racial, segundo Hitler.
Partindo dessas premissas, concluímos que é um marxismo mais "requintado". Não é só a luta de classes, mas é a luta de raças que implica a luta de classes e a degradação nacional.
Citando Hitler:
"É por isto que lhes digo que o Nacional Socialismo é um socialismo em devir, que não se completa nunca, porque seu ideal se desloca sempre"(Adolfo Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pp. 214).
A Componente Racista:
A questão sobre o racialismo nazi é sempre visto, para os marxistas, como uma característica de "direita". Portanto, os marxistas podem ser tudo, menos racistas.
Marx sobre Ferdinand Lassalle
"Está completamente claro para mim agora que ele, como é provado pela sua formação cranial e seu nariz, descende de negros do Egipto (supondo-se que sua mãe ou avó não tenha cruzado com um negro). Agora esta união de judaísmo e germanismo com uma substância negra básica deve produzir um produto peculiar. A impertinência do camarada é também própria de crioulo."
Carta de Marx a Engels, em 30 de julho de 1862. Marx está-se referindo a Ferdinand Lasalle, um dos líderes socialistas da Alemanha. O mesmo texto também é citado por Francis Wheen, Karl Marx, trad. Vera Ribeiro, Rio de Janeiro: Record, 2001, p.58. O autor, porém, apresenta o texto como anti-semitismo (apesar de Marx também ser etnicamente judeu), não observando o que predomina no texto, o racismo contra os negros.
Respondendo a Bakunine, que apelou à igualdade entre os povos e ao respeito às fronteiras soberanas, Karl Marx escreveu, em 1849, na Nova Gazeta Renana:
"É uma infelicidade se a rica Califórnia foi arrancada dos mexicanos preguiçosos que não sabiam o que fazer dela? Se os enérgicos yankees, graças à exploração das minas de ouro daquela região, aumentam as vias de comunicação, concentram sobre a costa do Pacífico uma população densa e um comércio em expansão, abrem linhas marítimas, estabelecem uma via férrea de Nova York a São Francisco, abrem pela primeira vez o Pacífico à civilização e pela terceira vez na história dão uma nova orientação ao comércio mundial? A independência de alguns californianos pode sofrer com isso, a justiça e outros princípios morais podem ser feridos - mas isto conta, diante de tais realidades que são o domínio da história universal ?"
http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=50724
Não obstante, a concepção de luta contra a "exploração do homem pelo homem" não se deixa ficar na desigualdade de classes. A conclusão que Marx deu a sociedade é que ela existe devida a subordinação de uma perante outra. Esta mesma premissa abre uma "via interpretativa" para qualquer "desigualdade" numa população. Que inclui, claro, a questão racial, já que a colonização teve factores económicos. Sendo assim, mais uma citação de Marx sobre o assunto:
O lado bom da escravidão
" A liberdade e a escravidão constituem um antagonismo. Não há nenhuma necessidade para eu falar dos aspectos bons ou maus da liberdade. Quanto à escravidão, não há nenhuma necessidade para eu falar de seus aspectos maus. A única coisa que requer explanação é o lado bom da escravidão. Eu não me refiro à escravidão indirecta, a escravidão do proletariado; eu refiro-me à escravidão directa, à escravidão dos pretos no Suriname, no Brasil, nas regiões do sul da América do Norte. A escravidão directa é tanto quanto o pivô em cima do qual nosso industrialismo dos dias de hoje faz girar a maquinaria, o crédito, etc. Sem escravidão não haveria nenhum algodão, sem algodão não haveria nenhuma indústria moderna. É a escravidão que tem dado valor às colónias, foram as colónias que criaram o comércio mundial, e o comércio mundial é a condição necessária para a indústria de máquina em grande escala. Consequentemente, antes do comércio de escravos, as colónias emitiram muito poucos produtos ao mundo velho, e não mudaram visivelmente a cara do mundo. A escravidão é consequentemente uma categoria económica de suprema importância. Sem escravidão, a América do Norte, a nação a mais progressista, ter-se-ia transformado em um país patriarcal. Apenas apague a América do Norte do mapa e o Sr. conseguirá anarquia, a deterioração completa do comércio e da civilização moderna. Mas abolir com a escravidão seria varrer a América para fora do mapa. Sendo uma categoria económica, a escravidão existiu em todas as nações desde o começo do mundo. Tudo que as nações modernas conseguiram foi disfarçar a escravidão em casa e importá-la abertamente no Novo Mundo. Após estas reflexões sobre escravidão, que o bom Sr. Proudhon fará? Procurará a síntese da liberdade e da escravidão, o verdadeiro caminho dourado, em outras palavras o equilíbrio entre a escravidão e a liberdade."
Carta de Karl Marx a Pavel Vasilyevich Annenkov, Paris Escrita em 28 de dezembro de 1846 Rue d'Orleans, 42, Faubourg Namur. Fonte: Marx Engels Collected Works, vol. 38, p. 95. Editor: International Publishers (1975) Primeira publicação: completa no original em francês em M.M. Stasyulevich i yego sovremenniki v ikh perepiske, Vol III, 1912
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1846/letters/46_12_28.htm
Jean-François cita de George Watson, em "A Grande Parada"(La Littérature oubliée du socialisme, Nil Éditions, 1999, traduzido do inglês por Hugues du Giorgis. Edição Original: The Lost Literature of Socialism, The Lutterworth Press, Cambridge, 1998.):
"Engels em 1849, apelava à
A raça conta muito para Marx e Engels. Em 1894, Engels escreve para W.Borgius: "Para nós, as condições económicas determinam os fenómenos históricos, mas a própria raça é uma dado económico..." É sobre este princípio que Engels se apoiava, sempre na Neue Rheinische Zeitung(15-16 de Fevereiro de 1849) para negar aos eslavos qualquer capacidade de acederem à civilização. "Tirando os polacos, escreve,"os russos e talvez os eslavos da Turquia, nenhuma nação eslava tem futuro, pois a todos os outros faltam bases históricas, geográficas, políticas e industriais que são necessárias à independência e à capacidade de existir. As nações que nunca tiveram a sua própria História, que com dificuldade atingirim o patamar mais baixo da civilização (...) não são capazes de viver e nunca podem atingir a menor independência.(...) Nas suas notas preparatórias do Anti-Dühring , evangelho marxista da ciência, Engels escreve: "Se, por exemplo, no nosso país, os axiomas matemáticos são perfeitamente evidentes para uma criança de oito anos, sem qualquer necessidade de recorrer à experimentação, não é mais do que a consequência da "hereditariedade acumula". Pelo contário seria muito difícil ensiná-los a um bosquímano ou a um negro da Austrália."
A questão judaica
Marx
"Nenhum dos pretensos direitos humanos vai além do homem egoísta, do homem tal como membro da sociedade burguesa, o que significa um indivíduo separado da comunidade, unicamente preocupado com o seu interesse pessoal e obedecendo ao seu arbítrio privado."
"Qual é o fundo profano do judaísmo? A necessidade, prática, a cupidez (Eigennutz), o interesse egoísta.
Qual é o culto profano praticado pelo judeu? A usura. Qual o seu Deus ? O dinheiro."
http://www.marxists.org/portugues/marx/1843/questaojudaica.htm
"O ódio de classe deve ser cultivado através de uma repulsa orgânica face ao inimigo, enquanto ser inferior, um degenerado no plano físico, mas também moral."
(Maximo Gorki, grande amigo de Lenine.)
"O bem é o mal, em certo sentido. É o que deve ser eliminado. É o que se opõe ao progresso das relações entre os humanos. o "mal" é o bem, pois é ele que produz o movimento que faz a História ao continuar a luta." (Karl Marx, Misère de la philosophie (Euvres complètes, Édition de la Pléiade, Tomo I, p.89)
"(...)os hebreus se caracterizam por determinadas formas de delito: fraude, falsidade, calúnia, e, sobretudo, a usura(...)"(Salvador Allende, Salvador Allende: Anti-Semitismo e Eutanásia, Víctor Farías)
Alguns exemplos de racismo que é base do marxismo. Mugabe compara-se a Hitler. Um Hitler "ten-fold"(a dobrar por 10, dez vezes mais)
http://youtube.com/watch?v=JTxYa-QjX20&feature=related
Concepção do Estado
Partido Único, Centralizado. Negação da democracia liberal. Controlo estatal total, intervenção estatal na economia, na produção e, até, no direccionamento da cultura nacional.
Políticas Económicas
Plano Quadrienal: Planificação da economia pelo Partido Nazi com uma série de reformas que tinham como objectivos: aumentar a industrialização do país, criar infra-estruturas como estradas e edificios, fortalecer e expandir a indústria automotiva; aumentar a produção da fibra sintética.
Da mesma forma que Estaline adoptou os planos quinquenais, em 1928, implicando prioridades para toda economia, desde a colectivização da agricultura e a expansão da indústria pesada.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/1112551.stm
Reforma Agária; Amplamente defendida até hoje pelos socialistas. Foi aplicada na Alemanha, seguindo os 25 pontos nazis da mesma forma que na URSS.
Políticas Sociais
Prora
Prora foi um projecto para a construção de um enorme complexo habitacional que serviria de colónia de férias para os trabalhadores alemães. Situava-se no mar Báltico, na ilha de Rügen. Todos os cidadãos do Reich poderiam aceder às instalações gratuitamente. Um exemplo de uma política socialista aplicada na Alemanha Nazi. O complexo nunca chegou a ser terminado.

http://www.proradok.de/index.html
Carro do Povo
"Hitler sentia-se ultrajado ao saber que o povo alemão não tinha um meio de locomoção difundido com um proprietário de carro em outros países."
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/magazine/3104469.stm
Foi em 1934, que Hitler visualizou o "Carro do Povo" que deveria ter um preço modesto para beneficiar o povo alemão.
Então, Hitler fez um esboço do automóvel:
http://www.hitler.org/artifacts/volkswagen/
Vemos facilmente que o ideal de "carro do povo", implícito de simplicidade, foi aproveitada por outros socialistas.
"Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se se despoja essa doutrina de seu dogmatismo judeu-talmúdico, para guardar dela apenas o seu objectivo final, aquilo que ela contém de vistas corretas e justas, eu sou o seu realizador.
O nazismo sempre recorreu a retórica marxista. Hitler ao subir ao poder atribui à classe operária e ao povo alemão a vitória, não aos intelectuais.
Podemos ver, por análises e comparações, que o nazismo, nacional-socialismo, sempre foi de esquerda.
Friday, March 21, 2008
A Hipocrisia Ocidental
A hipocrisia ocidental tomou extensões absurdas.
Enquanto a guerra do Iraque teve milhões de opositores, o que acontece no Tibete não suscita tanta agressividade como a guerra pelo "petróleo" suscitou.
São os pacifistas ocidentais clamando por paz. Paz para que seu bem-estar não seja incomodado. A rejeição à guerra tem como objectivo não estender o conflito gerando assim uma busca por menor envolvimento do país do pacifista. Ele é solidário ao sentar na frente da TV e comover-se com a miséria alheia. No entanto, quando um país como os Estados Unidos decide retirar um governo sanguinário do poder, manifestam seu repúdio contra a guerra e tudo que advêm dela. Acusam os EUA de estar numa busca pelo petróleo iraquiano, mostrando pura ingenuidade ao não saber que era o mesmo argumento para os opositores da guerra do Golfo.
Supostamente, tudo que os EUA fazem é por "interesse económico". Intervir no Vietname, um país sem petróleo, não foi mais que uma demonstração de imperialismo. Seja aquilo que for, os EUA são imperialistas, é o que basta.
Acusavam os EUA de massacrarem os vietnamitas por viverem num país pobre, sem riquezas e que não poderiam fazer face aos EUA. Assim é com o Iraque.
Se os EUA mentiram com as "armas nucleares", quanto custaria para o país mais rico da face da Terra implantar uma bomba nuclear falsa no Iraque? Não seria difícil para o exército mais bem equipado e treinado do mundo. Isto ninguém leva em contra.
É estranho, como está bem visto no livro "Gulag", de Anne Applebaum, como os ocidentais preferem aceitar o comunismo, mas como sentir-se-iam enojados de aceitarem um partido nazi concorrendo às eleições. Como é aceitável ver a foice e o martelo estampando camisetas, enquanto a suástica causaria repúdio. Como a democracia ocidental permite a concorrência contra partidos comunistas que visam destruí-la. Como seria inaceitável negociar com algum país nazi, se houvesse um hoje, mas não como um comunista.
Melhor exemplo que a China não há.
Um país com um regime criminoso que há anos vem se beneficiando do capitalismo e continuam massacrando, não só, o próprio povo, mas os tibetanos.
O Tibete que resistiu às invasões do Império Chinês, hoje é confrontado com a destruição do seu próprio povo e da sua própria cultura.
Não vemos a mesma mobilização dos pacifistas hipócritas anti-guerra do Iraque demonstrando a solidariedade ao povo tibetano que vivia no seu modo pacifico e foi inserido num regime criminoso há mais de cinco décadas.
No Brasil, o bastião do estalinismo imbecil não só acusou o Dalai-Lama, o líder espiritual, dos tibetanos de não ser pacifista como acusou os tibetanos de serem separatistas.
Na Europa, outro bastião do estalinismo imbecil rejeita o direito dos tibetanos de quererem viver em paz, longe dessa maldito comunismo argumentando que é um objectivo de prejudicar as Olímpiadas.
Ambos bastiões comunistas, não hesitaram em nenhum momento de mostrar os problemas no Iraque.
O vermelho.org, e a sua falsidade tremenda, diz que já morreram 1 milhão de pessoas.
Sem nenhuma fonte, claro!
Enquanto isso, o site iraqbodycount.org, calcula entre 82.249 e 89.760. Vejam bem, "calcula". Supostamente, a contagem de mortos vai ocorrendo num país invadido sempre. Quantos será que morreram no Afeganistão? Dez milhões. A falta de credibilidade dessas informações é notória.
O partido comunista português também explorou a guerra do Iraque.
O Partido Comunista Britânico também se manifestou. Não há nenhum artigo sobre o Tibete.
Em outro artigo, o vermelho.org, de Duarte Pereira, escreve o seguinte:
"(...)o Tibete era uma terra pacífica e feliz, governada por monges sábios e desprendidos (...) ou penava sob um regime teocrático-feudal, atrasado e cruel?(...)"
A esquizofrenia do autor é notória. Nada, mas, justamente nada é tão cruel quanto foi o comunismo na China. Na China, tenho que repetir. Onde morreram mais de 50 milhões de pessoas. Agora, sobre a dinâmica do modernismo, em que o Tibete vivia atrasado, não cai no mesmo argumento daqueles que acusam os imperialistas europeus de invadir e modificar a vida dos ameríndios autofagicos, bom-selvagens, como os astecas, maias e incas. É o próprio Chávez que declara o que é socialismo: "Como os índios viviam".
O intessante é que, como já disse Revel, os comunistas são hábeis em usar "libertações nacionais" para invadir e pilhar um país. Os dois insanos do vermelho.org, provavelmente, crê que o Leste Europeu foi liberto. Como seria interessante um libertador ficar na minha casa por mais de 50 anos!?
Afinal, os separatistas tibetanos podem ser ingratos e querem viver sobre o regime teocrático-feudal. Creio que isto prova que ninguém quer viver debaixo do regime comunista. Teocrático-feudal, atrasado e cruel! E há quem queira viver sobre este regime como há quem queira viver na miséria capitalista ao atravessar a nado de Cuba para os EUA, ou como faziam milhares de pessoas arriscando-se a morrer ao pular um mero muro em Berlim!
Os bondosos comunistas chineses matam tibetanos pelas costas que não oferecem a mínima ameaça aos atiradores.
A mania que os comunistas tem de reescrever a História é incrível.
A tão jornalista Duarte Pereira usa inclusive como fonte um "artigo" da própria embaixada chinesa.
Esquecendo que o Tibete teve a sua formação há mais de dois mil anos e que só foi no século XVII que a China investiu contra o Reino do Tibete.
Incrível ler que é o Dalai-Lama culpado de toda repressão do regime criminoso da China. Como eles gostam de inverter valores! E os tibetanos? Acusados de separatistas! Sem dúvida, estão no seu direito. Possuem um país próprio, língua própria, cultura própria.
Os EUA derrubam um regime sanguinário e não anexa o país, mas são acusados de imperialistas.
A China invade um país, subjuga-o, anexa-o, destroi-o e é "libertadora".
A falta de romance da Direita.
Esteja certo, capitalista, já perdeste; já perdeste o debate, não pela argumentação, mas pela falta de romance.
A direita é insossa. Não traz ao calor do debate os mitos, ídolos, heróis com a mesma frequência que a esquerda. Já esta, tem uma capacidade de criar mitos, ídolos e heróis em pouquíssimo tempo. O problema, mesmo sabendo qual é que, até aí, o mercado e a propaganda já fez o seu trabalho de imortalizá-los. Nunca foi tão bom usar o mercado em favor do socialismo.
Embrenhar-se na floresta, na Sierra, empunhar uma arma e ir em directo confronto soa tão bem aos ouvidos dalguns. Não importa os meios, são os fins justificados pelos "começos".
Um mero doutor latino-americano, pacato e burguês decide viajar pela América Latina. Vê as injustiças do "capitalismo" numa sociedade onde o estatismo "rola solto". Não interessa, está em voga ir contra a maré, a maré que vem dos EUA.
Não interessa, morrer e derramar sangue de inocentes por um ideal que se tornou um bilhete gratuito para a mitificação. Assim, justificam até os nazis.
Portanto, a desgraça está nas ideias de colectivismo e toda forma de socialismo.
A direita é enfadonha, chata, "obscurantista", avessa ao progresso, às mudanças. Não tem graça. Se ontem amar era bom, hoje é ruim. É a dinâmica do modernismo.
A esquerda é cool, a favor do progresso, capaz de se solidariezar com a toda forma de injustiça, desde a do homossexual à do bandido, vítima da injustiça social.
Ela é capaz de perceber que a única razão da miséria humana está no materialismo, na falta dos objectos, dos bens e que se dane os valores morais. Culpa a desigualdade social, aquele que tem, contra aquele que não tem. Como se todos aqueles que não tivessem almejassem ter aquilo que os outros tem através da distituição do outro. Isto tem nome: inveja. Sim, mas para a esquerda, só é possível retirando dos outros. Conhecem tudo, menos duas palavras: produção e consumo.
Nesta hora, o mero doutor tornou-se um assassino de sangue-frio. Mas ele pousou bem para uma foto, cria frases curtas, simples e de inspiração infantil.
Possui um estilo próprio, fuma um charuto. Mas, o fumar do charuto é diferente, está determinado com o acesso daquele ser altruísta disposto a lutar pelo povo para alcançar o objectivo pré-estabelecido. Na verdade, ele não fuma o charuto, quem fuma é o povo. Símbolo máximo da aristocracia, cada trago é um desdém a burguesia.
Justamente, pois, tudo que um reaccionário faz, seja fumar um charuto ou um cigarro, parece elitista, sem sal.
Eles pedem pela manutenção desta democracia, esta democracia desiquilibrada, democracia burguesa.
A ditadura do proletariado, do povo!, de todos, será mais libertadora. Afinal, o que interessa é ser citado como somos actualmente pelas estatais:"empresa pública". Supostamente "do povo". Minha, tua, nossa, vossa. Todos "ganhamos". Quero vender a minha parte,se é minha estou no meio direito. Mas não, não é minha, é do Estado que usa o meu nome e dos meus compatriotas para usurparem em impostos o nosso tempo e o nosso esforço. São tão bondosos! Como eu serei bondoso ao adentrar na casa do milionário da cidade e cuidar-lhe dos negócios Mas, veja bem, tudo para ajudá-lo, claro!
A razão para que o capitalismo seja rejeitado na maior parte do mundo é a falta de romantismo; e é justamente por isso que a metade do mundo vivem longe da prosperidade dos países capitalistas.
O socialismo, por outro lado, é a política do heroísmo romantizada na ideia de luta armada, de revolução, de guerrilha.
Soa corajoso lutar contra o "imperialismo capitalista" e o "Estado burguês" O interessante, em outra mão, é que ter uma posição mais dura com ditaduras totalitárias suscita neles próprios as reinvidicações "anti-guerra", "anti-provocação", contra a "interferência externa".
Não há necessidade de coerência, o esquerdista age conforme convêm.
O socialismo é a política do heroísmo onde o sujeito está em um penhasco a saltitar à beira do abismo.
Está ali para mostra o quão corajoso é. No entanto, escorrega e só consegue sobreviver por ter-se amparado nas duas mãos. Na sua cabeça vem duas opções: aceitar a ajuda de qualquer um, mostrando fraqueza, ou tentar sair pelas próprias mãos da situação que se lhe impôs.
Ao aceitar a ajuda, não só será ridicularizado por ser convencido de saltitar à beira do penhasco como, também, por não ter conseguido sair por si só da situação. Enquanto, sair pelas próprias mãos é o "menos pior", afinal ele colocou-se nela e a obrigação, ao menos, é sair. Basicamente, é isto a política da esquerda. Saltitam à beira do penhasco, escorregam e na maioria das vezes aceitar a ajuda é aceitar que são estúpidos e incompetentes, preferem levar-nos para o abismo.
Enfim, o mal da direita é a falta de romance.
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